Caro Irmão Julio Lancellotti,
“Contudo, alegrai-vos por serdes participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também vos alegreis e exulteis na revelação da sua glória.” (I Pedro 4.13)
Nós, evangélicas e evangélicos abaixo assinadas/os, representadas/os pelas organizações em que militamos pelo Evangelho de Cristo, nos solidarizamos com você, caro Irmão, por conta das constantes ameaças que tem sofrido por sua atuação, principalmente em função da Pastoral de Rua e na defesa dos Direitos Humanos daqueles que são constantemente oprimidos nas ruas da maior capital do nosso País: São Paulo.
Reconhecemos nas suas ações a ação do Cristo, o pobre de Nazaré, marginalizado e amigo de marginais, o periférico que andou e amou os excluídos da sociedade.
Nos juntamos em oração e apoio, em força e graça nesse momento de perseguição, na certeza de que sobre você, amado irmão, está a bem-aventurança declarada por nosso mestre:
“Abençoados são vocês, cujo compromisso com Deus atrai perseguição. A perseguição os fará avançar cada vez mais no Reino de Deus.
E isso não é tudo. Considerem-se abençoados sempre que forem agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar. Isso significa que a verdade está perto de vocês o suficiente para os consolar – consolo que os outros não têm.” (Mateus 5.10-11 – A Mensagem)
Juntas e juntos, na fé que nos move em direção ao outro,
Brasil, 23 de Abril de 2019
1 - Movimento Negro Evangélico
2 - Coletivo Vozes Marias
3 - Evangélicas pela Igualdade de Gênero
4 - Evangélicos Pela Justiça
5 - Banho Solidário - Maceió
6 - Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
7 - Jesus Cura a Homofobia
8 - Comunidade Anglicana Redenção - Vitória/ES.
9 - Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
10 - Igreja Batista Nazareth - Salvador - BA
11 - Rede Curviana
12 - Igreja Batista do Pinheiro - Maceió/AL.
13 - Comunidade Batista do Caminho - Belo Horizonte/MG
14 - Aliança de Batistas do Brasil
15 - Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr
16 - Evangélicxs Pela Diversidade
17 - Igreja da Comunidade Metropolitana - São Paulo/SP
18 - Associação das Igrejas das Comunidades Metropolitanas do Brasil
19 - Comunidade Cristã Abraça-me - Belém/PA
20 - Communa Refúgio de Amor - São Paulo/SP
21 - Escola Ecumênica de Fé e Política de Maceió Rosa Parks.
22 - Rede Fale
23 - Esperançar
24 - Coluna Féministas do Justificando
25 - Ativismo Protestante
26- Escola de fé e política Willian Wilberforce, Natal
27- Espaço comunitário pé no chão, Natal
24.4.19
22.4.19
O marxismo não é mais útil
O papa Bento XVI tem razão: o marxismo não é mais útil. Sim, o marxismo conforme muitos na Igreja Católica o entendem: uma ideologia ateísta, que justificou os crimes de Stalin e as barbaridades da revolução cultural chinesa. Aceitar que o marxismo conforme a ótica de Ratzinger é o mesmo marxismo conforme a ótica de Marx seria como identificar catolicismo com Inquisição. Poder-se-ia dizer hoje: o catolicismo não é mais útil. Porque já não se justifica enviar mulheres tidas como bruxas à fogueira nem torturar suspeitos de heresia. Ora, felizmente o catolicismo não pode ser identificado com a Inquisição, nem com a pedofilia de padres e bispos.
Do mesmo modo, o marxismo não se confunde com os marxistas que o utilizaram para disseminar o medo, o terror, e sufocar a liberdade religiosa. Há que voltar a Marx para saber o que é marxismo; assim como há que retornar aos Evangelhos e a Jesus para saber o que é cristianismo, e a Francisco de Assis para saber o que é catolicismo.
Ao longo da história, em nome das mais belas palavras foram cometidos os mais horrendos crimes. Em nome da democracia, os EUA se apoderaram de Porto Rico e da base cubana de Guantánamo. Em nome do progresso, países da Europa Ocidental colonizaram povos africanos e deixaram ali um rastro de miséria. Em nome da liberdade, a rainha Vitória, do Reino Unido, promoveu na China a devastadora Guerra do Ópio. Em nome da paz, a Casa Branca cometeu o mais ousado e genocida ato terrorista de toda a história: as bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki. Em nome da liberdade, os EUA implantaram, em quase toda a América Latina, ditaduras sanguinárias ao longo de três décadas (1960-1980).
O marxismo é um método de análise da realidade. E, mais do que nunca, útil para se compreender a atual crise do capitalismo. O capitalismo, sim, já não é útil, pois promoveu a mais acentuada desigualdade social entre a população do mundo; apoderou-se de riquezas naturais de outros povos; desenvolveu sua face imperialista e monopolista; centrou o equilíbrio do mundo em arsenais nucleares; e disseminou a ideologia neoliberal, que reduz o ser humano a mero consumista submisso aos encantos da mercadoria.
Hoje, o capitalismo é hegemônico no mundo. E de 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta, 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, e 1,2 bilhão padecem fome crônica. O capitalismo fracassou para 2/3 da humanidade que não têm acesso a uma vida digna. Onde o cristianismo e o marxismo falam em solidariedade, o capitalismo introduziu a competição; onde falam em cooperação, ele introduziu a concorrência; onde falam em respeito à soberania dos povos, ele introduziu a globocolonização.
A religião não é um método de análise da realidade. O marxismo não é uma religião. A luz que a fé projeta sobre a realidade é, queira ou não o Vaticano, sempre mediatizada por uma ideologia. A ideologia neoliberal, que identifica capitalismo e democracia, hoje impera na consciência de muitos cristãos e os impede de perceber que o capitalismo é intrinsecamente perverso. A Igreja Católica, muitas vezes, é conivente com o capitalismo porque este a cobre de privilégios e lhe franqueia uma liberdade que é negada, pela pobreza, a milhões de seres humanos.
Ora, já está provado que o capitalismo não assegura um futuro digno para a humanidade. Bento XVI o admitiu ao afirmar que devemos buscar novos modelos. O marxismo, ao analisar as contradições e insuficiências do capitalismo, nos abre uma porta de esperança a uma sociedade que os católicos, na celebração eucarística, caracterizam como o mundo em que todos haverão de “partilhar os bens da Terra e os frutos do trabalho humano”. A isso Marx chamou de socialismo.
O arcebispo católico de Munique, Reinhard Marx lançou, em 2011, um livro intitulado O Capital – um legado a favor da humanidade. A capa contém as mesmas cores e fontes gráficas da primeira edição de O Capital, de Karl Marx, publicada em Hamburgo, em 1867.”Marx não está morto e é preciso levá-lo a sério”, disse o prelado por ocasião do lançamento da obra. “Há que se confrontar com a obra de Karl Marx, que nos ajuda a entender as teorias da acumulação capitalista e o mercantilismo. Isso não significa deixar-se atrair pelas aberrações e atrocidades cometidas em seu nome no século 20″.
O autor do novo O Capital, nomeado cardeal por Bento XVI em novembro de 2010, qualifica de “sociais-éticos” os princípios defendidos em seu livro, critica o capitalismo neoliberal, qualifica a especulação de “selvagem” e “pecado”, e advoga que a economia precisa ser redesenhada segundo normas éticas de uma nova ordem econômica e política.”As regras do jogo devem ter qualidade ética.
Nesse sentido, a doutrina social da Igreja é crítica frente ao capitalismo”, afirma o arcebispo.
O livro se inicia com uma carta de Reinhard Marx a Karl Marx, a quem chama de “querido homônimo”, falecido em 1883. Roga-lhe reconhecer agora seu equívoco quanto à inexistência de Deus. O que sugere, nas entrelinhas, que o autor do Manifesto Comunista se encontra entre os que, do outro lado da vida, desfrutam da visão beatífica de Deus.
*Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais
Sugestão de nosso aluno: Nadson
Do mesmo modo, o marxismo não se confunde com os marxistas que o utilizaram para disseminar o medo, o terror, e sufocar a liberdade religiosa. Há que voltar a Marx para saber o que é marxismo; assim como há que retornar aos Evangelhos e a Jesus para saber o que é cristianismo, e a Francisco de Assis para saber o que é catolicismo.
Ao longo da história, em nome das mais belas palavras foram cometidos os mais horrendos crimes. Em nome da democracia, os EUA se apoderaram de Porto Rico e da base cubana de Guantánamo. Em nome do progresso, países da Europa Ocidental colonizaram povos africanos e deixaram ali um rastro de miséria. Em nome da liberdade, a rainha Vitória, do Reino Unido, promoveu na China a devastadora Guerra do Ópio. Em nome da paz, a Casa Branca cometeu o mais ousado e genocida ato terrorista de toda a história: as bombas atômicas sobre as populações de Hiroshima e Nagasaki. Em nome da liberdade, os EUA implantaram, em quase toda a América Latina, ditaduras sanguinárias ao longo de três décadas (1960-1980).
O marxismo é um método de análise da realidade. E, mais do que nunca, útil para se compreender a atual crise do capitalismo. O capitalismo, sim, já não é útil, pois promoveu a mais acentuada desigualdade social entre a população do mundo; apoderou-se de riquezas naturais de outros povos; desenvolveu sua face imperialista e monopolista; centrou o equilíbrio do mundo em arsenais nucleares; e disseminou a ideologia neoliberal, que reduz o ser humano a mero consumista submisso aos encantos da mercadoria.
Hoje, o capitalismo é hegemônico no mundo. E de 7 bilhões de pessoas que habitam o planeta, 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, e 1,2 bilhão padecem fome crônica. O capitalismo fracassou para 2/3 da humanidade que não têm acesso a uma vida digna. Onde o cristianismo e o marxismo falam em solidariedade, o capitalismo introduziu a competição; onde falam em cooperação, ele introduziu a concorrência; onde falam em respeito à soberania dos povos, ele introduziu a globocolonização.
A religião não é um método de análise da realidade. O marxismo não é uma religião. A luz que a fé projeta sobre a realidade é, queira ou não o Vaticano, sempre mediatizada por uma ideologia. A ideologia neoliberal, que identifica capitalismo e democracia, hoje impera na consciência de muitos cristãos e os impede de perceber que o capitalismo é intrinsecamente perverso. A Igreja Católica, muitas vezes, é conivente com o capitalismo porque este a cobre de privilégios e lhe franqueia uma liberdade que é negada, pela pobreza, a milhões de seres humanos.
Ora, já está provado que o capitalismo não assegura um futuro digno para a humanidade. Bento XVI o admitiu ao afirmar que devemos buscar novos modelos. O marxismo, ao analisar as contradições e insuficiências do capitalismo, nos abre uma porta de esperança a uma sociedade que os católicos, na celebração eucarística, caracterizam como o mundo em que todos haverão de “partilhar os bens da Terra e os frutos do trabalho humano”. A isso Marx chamou de socialismo.
O arcebispo católico de Munique, Reinhard Marx lançou, em 2011, um livro intitulado O Capital – um legado a favor da humanidade. A capa contém as mesmas cores e fontes gráficas da primeira edição de O Capital, de Karl Marx, publicada em Hamburgo, em 1867.”Marx não está morto e é preciso levá-lo a sério”, disse o prelado por ocasião do lançamento da obra. “Há que se confrontar com a obra de Karl Marx, que nos ajuda a entender as teorias da acumulação capitalista e o mercantilismo. Isso não significa deixar-se atrair pelas aberrações e atrocidades cometidas em seu nome no século 20″.
O autor do novo O Capital, nomeado cardeal por Bento XVI em novembro de 2010, qualifica de “sociais-éticos” os princípios defendidos em seu livro, critica o capitalismo neoliberal, qualifica a especulação de “selvagem” e “pecado”, e advoga que a economia precisa ser redesenhada segundo normas éticas de uma nova ordem econômica e política.”As regras do jogo devem ter qualidade ética.
Nesse sentido, a doutrina social da Igreja é crítica frente ao capitalismo”, afirma o arcebispo.
O livro se inicia com uma carta de Reinhard Marx a Karl Marx, a quem chama de “querido homônimo”, falecido em 1883. Roga-lhe reconhecer agora seu equívoco quanto à inexistência de Deus. O que sugere, nas entrelinhas, que o autor do Manifesto Comunista se encontra entre os que, do outro lado da vida, desfrutam da visão beatífica de Deus.
*Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais
Sugestão de nosso aluno: Nadson
18.3.19
Rosa Parks é homenageada como nome da escola
Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 –Detroit, 24 de outubro de 2005), foi escolhida por 27 irmãos votantes, num processo que passou por duas etapas (indicação e votação de nomes), a patronesse da Escola Ecumênica de Fé e Política de Maceió.
Foram cinco os nomes indicados:
- Reverendo João Dias
- Irmã Rosa Parks
- São Francisco de Assis
- Dom Paulo Evaristo Arns
- Dra. Nise da Silveira
Rosa foi escolhida por 48,1% dos votantes, seguida de Dom Paulo Arns com 22,2%, Rev. João Dias com 18,5%, Nise da Silveira com 7,4% e Francisco de Assis com 3,8%.
Foram cinco os nomes indicados:
- Reverendo João Dias
- Irmã Rosa Parks
- São Francisco de Assis
- Dom Paulo Evaristo Arns
- Dra. Nise da Silveira
Rosa foi escolhida por 48,1% dos votantes, seguida de Dom Paulo Arns com 22,2%, Rev. João Dias com 18,5%, Nise da Silveira com 7,4% e Francisco de Assis com 3,8%.
Primeiro Módulo da Escola Rosa Parks
Nos dia 15 e 16 de março de 2019, o templo da Igreja Batista do Pinheiro acolheu mais uma vez a Escola de Fé e Política de Maceió, que realizou seu primeiro módulo de 2019, abordando o tema: História, Conceito e Metodologia do Movimento de Fé e Política.
Com 25 pessoas inscritas para os dois dias, o facilitador convidado para expor o tema foi o coordenador Nordeste II das Escolas de Fé e Política da C.N.B.B., Ir. Rubens Pita, de Garanhuns/ PE, que conduziu os trabalhos no sábado 16. O módulo foi inciado ainda na sexta-feira, 15/03 com uma análise da conjuntura política do Brasil feita pelo ex-vereador pelo Partido dos Trabalhadores de Taquarana/ AL, Carlos Pereira.
Na ocasião, os participantes ainda conheceram o nome que foi escolhido para a escola, através de uma votação virtual, que agora passa a se chamar Escola Ecumênica de Fé e Política Rosa Parks.
Abaixo nosso guia de programação:
![]() |
| Capa |
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| Miolo |
18.2.19
Olá irmãs e irmãos, segue o link para inscrição no nosso I Módulo da Escola de Fé e Política de Maceió. Nossas vagas estão limitadas a 40 pessoas, ao custo de R$ 20,00 por pessoa, e este valor dá direito a participação presencial nas palestras, compartilhar todas as refeições e material do congresso. Inscreva-se aqui >>> https://goo.gl/forms/LKgEmFvqi4pLXzG62
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